Cabedelo
e praias urbanas: Saindo dos
hotéis,
faremos o percurso em direção a
cidade de
Cabedelo,
passando por praias urbanas, como
Manaíra, Bessa, Intermares, local de
desova de tartarugas marinhas. Em
Cabedelo, não deixe de visitar o
Forte de Santa Catarina monumento
valioso da nossa colonização.
Fortaleza de Santa Catarina:
“Parece ter sido construída com
restos homéricos dos muros de Tróia”
- exclamou sobre ela o historiador
J. P. de Castro Pinto. Para o
pesquisador Humberto Nóbrega,
trata-se do “maior e mais
respeitável monumento histórico da
Paraíba”. É a única praça forte
ainda de pé e nos ficou dos
primórdios da colonização. Fundada
em 1589, após a celebração da paz
entre os colonizadores e o chefe
índio Piragibi, a fortaleza
inicialmente era de taipa e foi
erguida pelo alemão Cristóvão Linz,
a 18 km do atual centro da cidade.
Seu objetivo era obviamente defender
a povoação dos ataques dos
invasores. Foi arrasada várias vezes
por indígenas e holandeses, caindo
finalmente em mãos destes, quando
passou a chamar-se Forte de
Margareth (Margarida). O governo
português mandou restaurá-la em
1654, mas, ao todo, ela foi
reconstruída 5 vezes, não mais em
taipa, mas em pedra. Sempre manteve
a tradição de principal ponto de
resistência do paraibano à invasão
estrangeira. No século XVI, não era
o nosso único forte, pois havia
ainda os hoje totalmente
desaparecidos, como o Forte Velho
(Que lhe ficava bem fronteiro), o
Forte do Varadouro (Parte baixa da
cidade), o Fortim de Acajutibiró
(Baía da Traição), o Forte de
Camaratuba, outro forte em Lucena, o
baluarte da Ilha da Restinga, o
Forte do Inhobim, as fortificações
de Pitimbú etc. Durante o Império, a
Fortaleza participou de todos os
movimentos armados, enviando
efetivos ou servindo de prisão,
patíbulo e até local de execução de
escravos. A República a encontrou já
em ruínas e somente sofreu
restauração entre 1974 e 1978